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Estudo de Pré-Produção para Animação

novembro 20, 2008

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Estudo de Pré-Produção para Animação

Aí vai um E-Book (em .pdf) que fiz para meu TCC em Artes Visuais. Ele é um estudo de pré-produção para um comercial de 30s para uma padaria; servindo como base pare animações em 3D e Stop-Motion – que utilizem bonecos tridimensionais.

Ele está dividido em:

1- Roteiro;

3- Model Sheet / Cenário;

5- Modelagem;

3- Pintura do Persongaem;

4- Story Board;

Contendo fotos e breves explicações dos processos.

A pré-produção é muito importante na concepção de uma história em animação, sendo o processo inicial, ela reflete quantitativamente na qualidade final do mesmo – considerada a etapa mais
decisiva do processo de animação.

Quanto mais detalhado e pesquisadas as referências e técnicas – estudadas sobre o conceito da animação -, ela será finalizada em um nível elevado de detalhes, sem muitos pormenores no caminho.

A organização em um processo de animação que exigem várias etapas, é essencial para seu bom andamento, barateando orçamentos e tirando noites em claro para corrigir erros.

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O que é animação?

novembro 19, 2008

O começo dos primeiros conceitos de animação surgiram muito antes do ser humano ter desenvolvido um aparato sofisticado para gravação e reprodução destas imagens. Como o homem precisava se comunicar, antes mesmo de desenvolver uma linguagem formal, este utilizava símbolos visuais para tal comunicação. Levando em conta a movimentação dos seres, o homem ao registrar estes fatos, acabou tendo gerando então o que hoje entendemos pelos primórdios dos conceitos de animação.

Como qualquer pessoa minimamente consciente das longas e complexas relações de causa e efeito que envolvem os processos históricos deve presumir, a animação não surgiu por acaso. Ao contrário, começou a ser concebida desde que o ser humano passou a se expressar através de símbolos. Dentre as pinturas rupestres da Pré-História é possível identificar aquelas que já manifestavam a intenção humana de representar o movimento através do desenho, como comprovam pinturas de bisões, mamutes e renas com mais de quatro pernas, ilustradas em cavernas espanholas e francesas há mais de 30 mil anos (GOMBRICH, 1999, p. 40).

Segundo Perisic (1979), a animação é uma maneira de se criar uma ilusão, dando “vida” aos objetos inanimados – estes, objetos reais ou simplesmente desenhos feitos a mão livre. O autor também ressalta que a animação, muitas vezes, é utilizada em filmes que não são propriamente de desenhos animados, por conta de que alguma cena não possa ser filmada na velocidade normal de captura das imagens ou por questões de que a cena planejada se tornaria demasiado cara ou perigosa.

Isto acontece mesmo nos casos em que o efeito pretendido é puramente realista. A realização de filmes de desenhos animados é apenas um aspecto da animação em geral, se bem que seja provavelmente o tipo mais conhecido e certamente o mais fácil de reconhecer. A maior parte de animação em filmagens normais serve para fazer truques ou efeitos. Muitas vezes provoca a pergunta inevitável: Como é que eles fazem isto? Outros aspectos quase não são notados pela audiência, e são talvez os que têm maior êxito (PERISIC, 1979, p. 7).

Os modos de reproduções em que estas animações são transmitidas não impressionam mais o público pela maneira como são feitas, isso ocorre pelo fato de estarmos habituados com estes processos atualmente. Perisic (1979) também denota o fato de que a grande maioria das pessoas não se questiona de como o processo é feito, imaginando que nos desenhos animados as imagens são simplesmente desenhadas e só. Os longos investimentos nesses filmes de animação e um longo tempo de produção e desenvolvimento tem, pela grande população, se transformado em mitos generalizados, por mais simples que seja a animação que se pretende desenvolver. Perisic (1979, p.9) diz que: “O resultado disso é que a maior parte dos produtores têm medo de tocar na animação e a maior parte dos amadores ficam petrificados com a possibilidade de a fazer”.

Na verdade não há necessidade de se desenhar imagem por imagem como muitos pensam erroneamente, nem mesmo nos sistemas mais avançados de animações em 2D. O que acontece é que cada imagem é fotografada separadamente, uma a uma, seqüencialmente, de forma que seus registros estejam ordenados num movimento tão sutil que quando forem reproduzidas, dêem ao olho humano a ilusão de movimento. Perisic (1979, p.9) complementa: “Esta ilusão de movimento é muito mais realista quando o objeto animado se parece movimentar sobre os fundos. Não se devem portanto verificar alterações drásticas dos fundos, isto é, este deve aparecer como se fosse filmado a uma velocidade constante”.

Coelho (2000) diz que a arte da animação nasceu de truques com luzes e desenhos e da mistura da ciência com a arte.

Cada nova idéia, cada louca invenção dispara a criatividade de tantos artistas, que logo dão um jeito de usar tudo para criar arte e diversão para as pessoas. Nascida e criada no casamento de máquinas e desenhos, invenções e histórias, pesquisa e criatividade, a animação está sempre crescendo e se renovando, na velha e nova casa do homem, na rua da curiosidade, no tempo sem-tempo do encantamento e da imaginação… (COELHO, 2000, p. 43)


REFERÊNCIAS:


GOMBRICH, E. H. A História da Arte (Traduzido por Álvaro Cabral). 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

PERISIC, Zoran. Guia Prático do Cinema de Animação. Lisboa: Presença Portugal, 1979.

COELHO, Raquel. A Arte da Animação. Belo Horizonte: Formato, 2000.